Cultura Gaúcha

7 tipos de queijo artesanal sul: conheça os sabores da região

ResumoO Sul do Brasil produz queijos artesanais únicos como o Serrano, o Colonial e o nojento. A região oferece 7 tipos com características distintas, incluindo texturas e sabores variados. Para escolher o ideal, considere o perfil de cada queijo, como o Serrano, de sabor intenso e curado, ou o Colonial, mais suave e cremoso.

O Sul do Brasil produz queijos artesanais únicos, como o Serrano, o Colonial e o nojento. Conheça 7 tipos, suas características e dicas para escolher o ideal.

Bianca Külzer por Bianca Külzer · Repórter de cidades · · 4 min de leitura
7 tipos de queijo artesanal sul: conheça os sabores da região

7 tipos de queijo artesanal sul: conheça os sabores da região · imagem ilustrativa

O queijo artesanal do Sul do Brasil reúne tradição e sabores marcantes, com variedades que vão do Serrano, típico da serra catarinense e gaúcha, ao Colonial, produzido em pequenas propriedades rurais. Neste guia, você conhece 7 tipos de queijo artesanal da região, suas características e como escolher o ideal para cada ocasião.

1. Queijo Serrano

O queijo Serrano é um dos mais representativos da região Sul, fabricado artesanalmente no planalto serrano que abrange municípios de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Segundo a Wikipedia (2026-07-30), trata-se de um queijo genuinamente brasileiro, de casca amarelada e textura semi-dura, com sabor levemente ácido e picante. É produzido com leite cru de vacas soltas a pasto, seguindo métodos transmitidos por gerações. Sua maturação mínima de 14 dias garante um paladar complexo.

2. Queijo Colonial

O queijo Colonial é típico das pequenas propriedades rurais do Sul, especialmente no Paraná e em Santa Catarina. Feito com leite pasteurizado ou cru, tem textura macia e sabor suave, com um toque de manteiga. É comum encontrar versões com ervas finas ou pimenta. A produção segue receitas de família, sem aditivos industriais, o que mantém o gosto autêntico. Ideal para lanches e tábuas de frios.

3. Queijo Nojento

Apesar do nome pouco convidativo, o queijo Nojento é uma iguaria artesanal do Sul, especialmente no Rio Grande do Sul. Ele passa por um processo de lavagem da casca com salmoura durante a maturação, o que desenvolve uma crosta alaranjada e um aroma forte. O sabor é intenso, picante e persistente, comparável a queijos de casca lavada europeus. É produzido em pequenas queijarias e valorizado por paladares experientes.

4. Queijo Frescal

O queijo Frescal artesanal do Sul é feito com leite fresco, coalho e sal, sem prensagem ou maturação. Sua textura é mole e úmida, com sabor suave e levemente salgado. Diferente das versões industriais, o artesanal preserva o gosto do leite cru e a cremosidade natural. É consumido rapidamente, em saladas, sanduíches ou puro. A produção caseira é comum em sítios e fazendas da região.

5. Queijo Meia Cura

O queijo Meia Cura é um ponto intermediário entre o Frescal e o curado. No Sul, ele é produzido com leite integral e maturado por cerca de 15 a 30 dias. A textura é firme, mas ainda flexível, e o sabor é mais acentuado que o Frescal, com notas de nozes e leite cozido. É versátil: vai bem em pratos quentes, como fondue, ou frios, em tábuas. Cada queijaria tem sua receita.

6. Queijo Defumado

O queijo Defumado artesanal do Sul é submetido à fumaça de madeiras nativas, como araucária ou eucalipto, durante a maturação. A defumação confere cor amarelada na casca e aroma marcante, que se integra ao sabor do leite. A textura varia de semi-dura a dura, dependendo do tempo de cura. É comum em feiras e mercados de Santa Catarina e Paraná, combinando bem com cervejas artesanais.

7. Queijo Parmesão Artesanal

O queijo Parmesão artesanal do Sul não segue a denominação italiana, mas é uma adaptação local com maturação longa (de 6 a 12 meses). Produzido em queijarias de Alagoa (MG) e também no Sul, tem textura granulada e sabor salgado e picante. Diferente do industrial, o artesanal usa leite cru e coalho natural, resultando em um queijo mais complexo. Ralado sobre massas ou consumido em lascas, é um curinga na cozinha.

Qual escolher?

Para quem busca um queijo de entrada, o Colonial ou Frescal são opções suaves. Se prefere sabores marcantes, aposte no Serrano ou no Nojento. O Meia Cura é versátil para receitas, enquanto o Defumado harmoniza com bebidas encorpadas. O Parmesão artesanal é ideal para pratos que pedem um toque de maturação. Experimente cada um em pequenas porções antes de decidir.

FAQ

Qual a diferença entre queijo Serrano e Colonial?

O Serrano tem maturação mínima de 14 dias, textura semi-dura e sabor picante. O Colonial é mais macio, de sabor suave e produção caseira. O Serrano é típico da serra catarinense e gaúcha; o Colonial, de pequenas propriedades do Paraná e Santa Catarina.

O queijo Nojento é seguro para consumo?

Sim, o queijo Nojento é seguro, desde que produzido com boas práticas de higiene. O nome vem do processo de lavagem da casca, que gera aroma forte. É um queijo maturado, consumido em pequenas quantidades por seu sabor intenso.

Onde comprar queijo artesanal do Sul?

Você encontra em feiras livres, mercados municipais, queijarias especializadas e lojas online. Cidades como São Joaquim (SC), Urubici (SC) e Caxias do Sul (RS) têm forte tradição. Verifique a procedência e a data de produção.

Como conservar queijo artesanal em casa?

Guarde na geladeira, embrulhado em papel manteiga ou pano limpo, dentro de um recipiente fechado. Evite plástico filme, que abafa o queijo. Consuma o Frescal em até 5 dias; os curados duram semanas.

Qual queijo artesanal sulino combina com vinho?

O Serrano harmoniza com vinhos tintos leves, como Pinot Noir. O Defumado pede cervejas escuras ou vinhos brancos encorpados. O Parmesão artesanal vai bem com vinhos tintos encorpados, como Cabernet Sauvignon.

O queijo artesanal do Sul tem certificação?

Alguns queijos, como o Serrano, buscam reconhecimento de indicação geográfica. Muitos produtores seguem regulamentos estaduais de inspeção. Prefira queijos com selo do SIM, SIE ou SIF, que garantem padrões sanitários.

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