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Pesca água doce sul: 9 peixes dos rios do Sul do Brasil

ResumoA pesca água doce sul do Brasil abrange 9 espécies de peixes dos rios do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O guia inclui dourado, pintado e traíra, com informações sobre habitat, iscas recomendadas e melhores épocas para captura.

A pesca água doce sul reúne espécies como dourado, pintado e traíra. Este guia lista 9 peixes dos rios do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com dados sobre habitat, iscas e melhores épocas.

Bianca Külzer por Bianca Külzer · Repórter de cidades · · 4 min de leitura
Pesca água doce sul: 9 peixes dos rios do Sul do Brasil

Pesca água doce sul: 9 peixes dos rios do Sul do Brasil · imagem ilustrativa

Os rios da região Sul do Brasil, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, abrigam uma diversidade de peixes de água doce que atraem pescadores esportivos e artesanais. Conhecer as espécies certas para cada ambiente, desde corredeiras até remansos de rios como o Iguaçu, o Uruguai e o Jacuí, é o primeiro passo para uma pescaria produtiva. Este guia lista 9 peixes de água doce que você pode pescar nos rios do sul, com informações sobre habitat, alimentação e técnicas recomendadas.

1. Dourado (Salminus brasiliensis)

O dourado é o peixe mais icônico da pesca esportiva no Sul. Habita trechos de correnteza e águas claras de rios como o Uruguai e o Iguaçu. Alimenta-se de outros peixes, o que exige iscas vivas (tuviras, lambaris) ou artificiais que imitem presas. Pode ultrapassar 20 kg, mas a média gira em torno de 3 a 8 kg. A melhor época vai de setembro a março, com pico na primavera.

2. Pintado (Pseudoplatystoma corruscans)

O pintado, também chamado de surubim, prefere águas profundas e barrentas de grandes rios como o Paraná e o Uruguai. É um bagre de couro que pode chegar a 50 kg, mas exemplares acima de 15 kg são cada vez mais raros. Iscas naturais como pedaços de peixe, camarão ou minhocuçu funcionam bem. A pesca noturna é mais eficaz.

3. Traíra (Hoplias malabaricus)

A traíra é um predador de emboscada, comum em lagoas marginais e remansos de rios de todo o Sul. Prefere águas paradas ou de pouca correnteza, com vegetação aquática. Pesa até 3 kg, mas a média é de 0,5 a 1,5 kg. Iscas artificiais como plugs de superfície ou spinnerbaits provocam ataques violentos. A pesca é produtiva o ano todo, especialmente no verão.

4. Pacu (Piaractus mesopotamicus)

O pacu é um peixe de escamas, robusto, que habita rios de médio porte como o Iguaçu e o Uruguai. Alimenta-se de frutas, sementes e vegetais, mas também aceita iscas como milho, massa de pão e pequenos camarões. Pode atingir 8 kg, com maior ocorrência entre outubro e fevereiro. É conhecido pela briga forte e saltos.

5. Curimbatá (Prochilodus lineatus)

O curimbatá é um peixe de fundo, com boca voltada para baixo, adaptado para raspar algas e detritos orgânicos. Ocorre em rios de planície como o Jacuí e o Taquari. Pesa entre 1 e 4 kg. A pesca exige iscas naturais como minhoca, massa de trigo ou pão. É mais ativo na primavera e no verão, durante as piracemas.

6. Mandi (Pimelodus maculatus)

O mandi é um bagre de porte médio, comum em rios de correnteza moderada. Pode chegar a 2 kg, mas a média é de 300 g a 800 g. Alimenta-se de insetos, crustáceos e restos orgânicos. Iscas como minhoca, fígado de galinha ou pedaços de peixe são eficientes. A pesca é boa o ano todo, com destaque para o outono.

7. Jundiá (Rhamdia quelen)

O jundiá é um bagre de couro que habita águas calmas e fundos de lama ou areia. Ocorre em rios pequenos e médios, como os afluentes do Uruguai. Pesa até 3 kg, mas exemplares de 1 kg são comuns. Aceita minhoca, camarão e pedaços de peixe. A pesca noturna rende mais, especialmente em noites quentes de verão.

8. Piava (Leporinus obtusidens)

A piava é um peixe de escamas, esguio, que prefere águas claras e correntezas. É encontrada em rios como o Iguaçu e o Uruguai. Pesa entre 0,5 e 2 kg. Alimenta-se de algas, frutas e insetos. Iscas como milho, massa de pão e pequenos camarões funcionam. A melhor época é de setembro a março.

9. Cascudo (Hypostomus commersoni)

O cascudo é um peixe de fundo, com ventosa na boca, que habita áreas rochosas e correntezas. É pouco visado para consumo, mas muito procurado como isca viva para dourados e pintados. Pode chegar a 1,5 kg. A captura exige rede ou anzol com minhoca. Está presente em quase todos os rios do Sul.

Para iniciar a pescaria, foque nas espécies mais acessíveis conforme o rio: em águas claras e correntes, dourado e piava; em remansos com vegetação, traíra e pacu; em águas profundas, pintado e mandi. Leve iscas variadas e respeite os períodos de defeso (piracema), que no Sul vai de novembro a fevereiro na maioria dos estados.

FAQ

Qual o melhor peixe para iniciantes na pesca água doce sul?

A traíra é a mais indicada: é agressiva, aceita iscas artificiais e ocorre em locais de fácil acesso. Não exige técnica apurada e briga bem.

O dourado está ameaçado nos rios do Sul?

Sim, a espécie sofre com barragens e pesca predatória. Em muitos rios, a captura é proibida ou limitada. Verifique as regras locais antes de pescar.

Quais iscas usar para pintado no rio Uruguai?

Pedaços de peixe fresco (sardinha, lambari) ou camarão são os mais eficientes. A pesca noturna com linha de fundo aumenta as chances.

É permitido pescar pacu durante a piracema?

Não. A piracema (novembro a fevereiro) proíbe a pesca da maioria das espécies nativas no Sul. Consulte o Ibama ou a secretaria estadual.

O curimbatá é bom para consumo?

Sim, a carne é saborosa, mas tem muitas espinhas. É mais usado em caldos e ensopados. A pesca é esportiva e também de subsistência.

Como diferenciar mandi de jundiá?

O mandi tem corpo mais alongado e manchas escuras, enquanto o jundiá é mais robusto e uniforme. Ambos são bagres, mas o jundiá prefere águas mais paradas.

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